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Por vezes, não é a pessoa que falha. É o espaço.

Quando uma pessoa deixa de conseguir levantar-se com facilidade, a explicação mais imediata costuma ser a perda de força. Pode ser verdade — mas é, com frequência, uma leitura incompleta.

A altura de uma cama, a profundidade de um sofá, a ausência de braços numa cadeira, a posição dos pés no chão, ou simplesmente a falta de espaço para o cuidador se aproximar: qualquer um destes fatores pode alterar por completo o esforço necessário para uma transferência.

É também por isto que uma escolha feita apenas numa loja, sem conhecer o domicílio, pode revelar-se insuficiente. Um equipamento tecnicamente adequado pode simplesmente não responder ao corpo, à rotina ou ao espaço concreto onde vai ser usado.

Uma avaliação no domicílio permite observar a relação entre a pessoa, o cuidador, o mobiliário e a circulação disponível. A partir daí, torna-se possível decidir com critério: ajustar o ambiente, selecionar uma cama articulada, escolher um cadeirão com as características certas, introduzir um apoio de levante, ou combinar várias destas medidas.

Nos casos de dependência marcada, exaustão familiar ou insegurança que se repete, a resposta tem de ir além da lógica do artigo comprado. Equipamentos, Apoio Domiciliário e Saúde precisam de funcionar como partes de uma mesma solução.

A solução certa não obriga a pessoa a adaptar-se ao produto. Adapta o apoio à vida real.

20 anos a cuidar de idosos em casa. Apoio Domiciliário de confiança em Portugal

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