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Cancro poderá ser em breve "apenas" uma doença crónica

Cientistas britânicos acreditam que a sequenciação do genoma dos tumores, uma técnica que poderá estar disponível para toda a população dentro de apenas cinco anos, ajudará a criar medicamentos mais eficazes e a aumentar a esperança de vida de doentes terminais.

"Devemos aspirar a curar o cancro, mas para as pessoas num estado avançado da doença trata-se de uma forma de prolongar a sua esperança de vida por muitos anos", diz Alan Ashworth, diretor do Instituto. "O cancro aparece frequentemente em pessoas mais velhas, e se conseguirmos mantê-las vivas durante tempo suficiente para que morram de outras causas, então estamos a transformar o cancro numa doença crónica".

A ideia por trás da técnica desenvolvida pelos cientistas do Instituto de Investigação do Cancro baseia-se na sequenciação do ADN dos tumores, como forma de os conhecer melhor e perceber como podem ser atacados com maior eficácia. Atualmente, explica o jornal, esta técnica já é utilizada, mas apenas para conhecer alguns genes. 

O Instituto quer agora construir uma base de dados de ADN para identificar todos os genes responsáveis pelo cancro. "Isto não é ficção científica. Dentro de cinco a dez anos, isto será uma prática corrente para todos os pacientes de cancro", diz Alan Ashworth. "Nos próximos dois a três anos, haverá pacientes individuais que terão grandes benefícios destas tecnologias".

O caminho não será fácil, porque se sabe também que os tumores desenvolvem resistência a alguns medicamentos. Para combater este problema, os cientistas tencionam monitorizar a evolução dos tumores de forma a detetar o mais cedo possível as mutações e a combatê-las. "Isto não é magia negra", diz Alan Ashworth. "O conhecimento acumula-se muito rapidamente e, apesar dos problemas, a maioria das pessoas está otimista".

Daily Telegraph cita especialistas do Instituto de Investigação do Cancro de Londres.

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