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Açores e Madeira são as regiões menos envelhecidas de Portugal

A publicação conjunta do INE e do Instituto de Ciências Sociais, divulgada a propósito do Dia Internacional da Família, que se assinala quinta-feira, traça o retrato territorial do país, que "revela um incremento praticamente transversal da população mais velha",

Os dados basearam-se na "leitura da variação" entre 2001 e 2011, ao nível do município, do índice de envelhecimento, que relaciona as faixas etárias da população mais jovem (dos zero aos 14 anos) e mais velha (com 65 ou mais anos).

Segundo o INE, os territórios com um índice de envelhecimento abaixo da média nacional (menos de 129 idosos por cada 100 jovens) localizam-se nas regiões autónomas, especialmente nos municípios da Ribeira Grande, Lagoa, Vila Franca do Campo e Ponta Delgada, nos Açores, e em Câmara de Lobos, Santa Cruz, Porto Santo e Machico, na Madeira.

A publicação observa que, no Continente, "são poucos os municípios que registam uma variação negativa do índice de envelhecimento".

No total são 16 municípios que se localizam maioritariamente nas sub-regiões da Grande Lisboa (Lisboa e Mafra), da Península de Setúbal (Alcochete e Montijo), do Oeste (Arruda dos Vinhos, Alenquer e Sobral de Monte Agraço) e do Algarve (Tavira, Silves e São Brás de Alportel).

"As variações positivas mais expressivas" do índice de envelhecimento (com mais de 132 idosos por cada 100 jovens) concentravam-se no interior norte e centro, mais especificamente em 11 municípios: Pampilhosa da Serra, Oleiros (Pinhal Interior Norte e Sul, respetivamente), Vinhais, Vimioso, Mogadouro, Montalegre (Alto Trás-os-Montes), Almeida, Manteigas, Sabugal (Beira Interior Norte), Penamacor (Beira Interior Sul) e Torre de Moncorvo (Douro).

Os 14 municípios em que o número de idosos residentes mais do que quadruplicava o número de jovens situavam-se todos no interior do país, nomeadamente Melgaço (Minho-Lima), Vinhais, Vimioso (Alto Trás-os-Montes), passando por Sabugal, Almeida (Beira Interior Norte), Penamacor, Vila Velha de Ródão, Idanha-a-Nova (Beira Interior Sul), Pampilhosa da Serra (Pinhal Interior Norte), Oleiros, Mação (Pinhal Interior Sul) e Alcoutim (Algarve).

Os investigadores adiantam que "o envelhecimento demográfico da população, para o qual concorrem as baixas de taxas de natalidade, a estabilização das taxas de mortalidade e o incremento da esperança média de vida, tem resultado no crescente aumento do número de idosos a viver sozinhos".

No entanto, ressalva, é necessário também ter em conta "outras alterações que se têm vindo a consubstanciar no plano das dinâmicas familiares e dos estilos de vida dos indivíduos".

Entre 2001 e 2011, a proporção de famílias unipessoais de idosos aumentou em todas as regiões do país, sendo mais acentuado nas regiões Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve, que detinham em 2011 valores superiores ao total de Portugal (10,1%).

Nas regiões autónomas e na região Norte, apesar de se verificar a mesma tendência, os valores mantinham-se inferiores aos da média nacional.

Diário Digital com Lusa

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