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Esclerose múltipla: cerca de dois terços dos doentes têm dificuldade de acesso

Para o estudo a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla realizou inquéritos a 422 doentes, tendo apurado que mais de 64% dos inquiridos disse sentir algum tipo de dificuldade de acesso no seu dia-a-dia.

A notícia avançada pela agência Lusa refere que os problemas de acesso a apoios sociais surgem como os mais frequentes (em 31,5%), seguidos dos problemas de acessibilidade (28,7%), da dificuldade de acesso a consultas (22,7%) e levantamento da medicação (22,5%).

Os problemas de acesso fazem sentir-se de forma diferente nas várias regiões de Portugal. No Grande Porto são os problemas de acesso a apoios sociais que predominam (39%), os problemas de acesso a consultas médicas fazem sentir-se mais no Sul e Ilhas (27,3%).

Relativamente às idades, são os indivíduos com mais 60 anos que referiram sentir problemas de acessibilidade com maior frequência (41,9%). Do total de inquiridos são 35% os que referem nunca ter sentido qualquer tipo de problema de acesso.

Quando questionados sobre o que poderia ser feito para minimizar as dificuldades de acesso sentidas pelos portadores de esclerose múltipla, quase metade do total de inquiridos não soube apresentar propostas. Dos que indicaram alternativas, estiveram em maioria as respostas que sugeriam a minimização de barreiras arquitetónicas.

O estudo demonstrou ainda que apenas metade dos inquiridos se encontra na situação de trabalhador ativo, enquanto 35,5% estão reformados e 9,5% desempregados.

A esclerose múltipla é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afeta o Sistema Nervoso Central, surgindo frequentemente entre os 20 e os 40 anos.

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