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Investigação pioneira visa tratar o cancro da mama com maior precisão

Investigação pioneira visa tratar o cancro da mama com maior precisãoJá arrancou o primeiro projeto do Fundo iMM Lisboa-Laço: A Caminho da Cura, uma parceria inovadora entre o Instituto de Medicina Molecular (iMM Lisboa) e a Associação Laço. Pioneiro em Portugal, este estudo tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento de tecnologia diagnóstica que permita tratar o cancro da mama com maior precisão.

Em comunicado, as duas instituições explicam que “o estudo consiste em pesquisar, em mulheres diagnosticadas com cancro da mama, um conjunto de alterações moleculares que até agora não eram objeto de análise”. Dentro de um ano os investigadores esperam poder demonstrar que estes novos testes poderão ser úteis para personalizar o tratamento e assim obter melhores resultados na luta contra esta doença, informa ainda a nota enviada às redações.

Maria do Carmo Fonseca, professora da Faculdade de Medicina e investigadora do iMM Lisboa, na área de biologia molecular e Luís Costa, diretor do Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria) serão os responsáveis pela seleção das mulheres que irão participar no estudo, assim como pelas decisões sobre o tratamento futuro destas doentes. Na fase inicial vão participar no estudo 90 mulheres seguidas na consulta de Oncologia do Hospital de Santa Maria.

 

“A Caminho da cura”

 

De acordo com os dados divulgados, o estudo tem como alvo dois grupos distintos de doentes: mulheres às quais foi detetado cancro da mama em fase inicial e mulheres com diagnóstico de cancro da mama metastático.

No primeiro grupo levanta-se a questão sobre o tipo de tratamento que poderá vir a ser aplicado a estas mulheres. Importa por isso fazer uma análise das moléculas presentes no tecido tumoral de cada uma delas e poder informar o clinico sobre o tipo de alterações detetadas. Com base nestas alterações é possível fazer uma previsão mais precisa do risco de recidiva, ou seja calcular uma probabilidade destas mulheres virem a desenvolver fases mais avançadas de cancro. Assim, a informação molecular obtida pode ajudar o médico a decidir se deve ou não prescrever quimioterapia para além de outros tratamentos que estejam indicados.

Em relação ao grupo de mulheres às quais foi diagnosticado cancro da mama metastático, a identificação de uma alteração molecular tratável pode significar um aumento na expectativa de sobrevivência assim como da qualidade de vida destas doentes. Existem cada vez mais medicamentos inovadores, mas é fundamental saber que doente vai beneficiar de um determinado tratamento. Conhecer em detalhe a composição molecular de um cancro aumenta a oportunidade de escolher o medicamento mais eficaz, mais preciso para aquele tumor e, talvez, evitar expor a doente a terapêuticas menos apropriadas e com maior toxicidade.

Na fase inicial vão participar no estudo 90 mulheres seguidas na consulta de Oncologia do Hospital de Santa Maria.

O Fundo iMM Lisboa-Laço: A Caminho da Cura contou com um donativo da Laço de 75 mil euros e espera receber mais apoio financeiro por parte de outras entidades de modo a permitir que mais mulheres possam beneficiar deste tipo de investigação.

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