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Doença de Alzheimer: encontrada solução para os feitos secundários da imunoterapia

imunoterapiaInvestigadores do Reino Unido descobriram uma possível solução para os efeitos secundários associados ao tratamento imunoterápico da doença de Alzheimer, dá conta um estudo publicado na revista “Acta Neuropathologica”.

A imunoterapia é uma estratégia de tratamento promissora para a doença de Alzheimer, que utiliza anticorpos que estimulam o sistema imunitário a remover porções de uma proteína denominada por beta-amiloide que se acumula no cérebro, em depósitos conhecidos como placas. Acredita-se que este é um fator importante no desenvolvimento dos efeitos neurodegenerativos da doença de Alzheimer.

Estudos realizados em modelos de ratinhos têm demonstrado que os anticorpos contra a proteína beta-amiloide são capazes de eliminar as placas beta-amiloide e reverter deficits cognitivos. Contudo, apesar do sucesso, alguns ensaios clínicos têm demonstrado que a utilização destes anticorpos causam efeitos secundários inflamatórios no cérebro dos pacientes com doença de Alzheimer, que resultam em pequenas hemorragias e edema cerebral perigoso.

Neste estudo os investigadores da Universidade de Southampton em colaboração com uma empresa farmacêutica multinacional desenharam três anticorpos para alterar a forma com que eles se ligavam às células do sistema imunitário. Verificou-se que a realização de alterações pequenas mas precisas preservavam a atividade imunoterapêutica dos anticorpos, sem os indesejados efeitos inflamatórios.

Para além destes resultados reforçarem o potencial dos anticorpos na destruição das placas amiloides causadoras da doença fornecendo possíveis tratamentos futuros, também indicam que são necessários mais estudos para aumentar a eficácia dos anticorpos.

“Estes estudos fornecem um guia de como aplicar os avanços na engenharia dos anticorpos à imunoterapia que tem por alvo as doenças neurodegenerativas. A próxima geração de anticorpos a entrar na clínica irá conter novas tecnologias e melhorias para aumentar as propriedades necessárias para eliminar as placas, enquanto mantêm o resto do cérebro seguro”, conclui um dos autores do estudo, Jeffrey B. Stavenhagen.

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