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Café está associado ao aumento do risco cardiovascular em jovens adultos

CaféO consumo de café está associado a um aumento de eventos cardiovasculares, principalmente enfarte agudo do miocárdio, em adultos jovens com hipertensão moderada.

Há uma grande controvérsia em torno do efeito do café em termos cardiovasculares e metabólicos nos pacientes com hipertensão. Desta forma os investigadores do Hospital de San Daniele del Friuli, em Itália, decidiram avaliar se a ingestão de café tinha efeitos no risco de eventos cardiovasculares e se a associação era mediada por efeitos na pressão arterial e metabolismo da glucose.

O estudo inclui a participação de 1.200 indivíduos sem diabetes com idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos com hipertensão de estadio 1 não tratada. Estes indivíduos tinham uma pressão arterial sistólica de 140 a 159 mmHg e/ou pressão arterial diastólica entre 90 a 99 mmHg.

O consumo de café foi categorizado através do número de chávenas de café consumido por dia: não consumidores (0), consumidores moderados (1 a 3) e grandes consumidores (mais de 4). Entre os participantes, 26,3% abstinha-se de beber café, 62,7% bebia café em quantidades moderadas e 10% consumia café em grandes quantidades. Os consumidores de café eram mais velhos e tinham um índice de massa corporal mais elevado, comparativamente com aqueles que não ingeriam esta bebida.

Os investigadores constataram que havia uma relação linear entre o consumo de café e o risco de hipertensão com necessidade de tratamento. Esta associação atingiu uma diferença estatisticamente significativa para os grandes consumidores de café. Uma vez que a diabetes tipo 2 se desenvolve frequentemente nos pacientes hipertensos, os investigadores decidiram avaliar o efeito a longo prazo do consumo de café no desenvolvimento da pré-diabetes. Verificou-se que havia uma relação linear com um aumento de 100% do risco de pré-diabetes para os indivíduos que eram grandes consumidores de café.

O estudo apurou ainda que o risco de pré-diabetes relativamente ao consumo de café diferia de acordo com o genótipo CYP1A2, que determina se um indivíduo metaboliza a cafeína rapidamente ou lentamente. Verificou-se que o risco de pré-diabetes aumentou significativamente apenas nos que metabolizavam a cafeína lentamente.

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