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Teste sanguíneo prevê risco de hipertensão

HipertensãoAnálises ao sangue sugerem que uma versão mais sensível de um teste sanguíneo, já há muito utilizado para verificar danos no músculo cardíaco após enfarte agudo do miocárdio, pode também identificar os indivíduos que irão desenvolver hipertensão.

Os investigadores da Universidade de Johns Hopkins, nos EUA, constataram que os indivíduos com aumentos subtis na troponina T, em níveis bem abaixo daqueles detetados na versão padrão do teste para o enfarte, eram mais propensos a serem diagnosticados com hipertensão dentro de poucos anos. O estudo também demonstrou que o teste poderia identificar aqueles em risco de hipertrofia ventricular esquerda, um espessamento anormal da câmara inferior esquerda do coração, uma consequência comum da pressão arterial elevada sem tratamento.

Para o estudo os investigadores analisaram amostras de sangue de 5.479 indivíduos os quais foram acompanhados ao longo de 12 anos. Nenhum dos participantes tinha sido diagnosticado com hipertensão no início do estudo, apesar de cerca de 27% ter pressão arterial normal a elevada, uma condição que muitas vezes anuncia o início da hipertensão.

Os investigadores apuraram que, comparativamente com os indivíduos cujos níveis de troponina eram indetetáveis (menos de 5 nanogramas por decilitro) aqueles com aumentos ligeiros (5 a 8 nanogramas por decilitro) apresentavam uma taxa de 13% maior de hipertensão ao longo do período de acompanhamento. Aqueles com níveis de troponina claramente aumentados (9 a 13 nanogramas por decilitro) tinham um risco 24% maior de desenvolver hipertensão. Verificou-se ainda que os indivíduos com níveis de troponina superiores a 13 nanogramas por decilitro apresentavam um risco 40% maior de hipertensão.

Da mesma forma, comparativamente com os indivíduos cujos níveis de troponina eram indetetáveis no teste de elevada sensibilidade, os participantes com níveis de troponina ligeiramente elevados eram duas vezes mais propensos a desenvolver espessamento do músculo cardíaco seis anos após o teste inicial. Os indivíduos com níveis de troponina elevados ou muito elevados eram três ou cinco vezes mais propensos a ter espessamento músculo cardíaco no prazo de seis anos, respetivamente.

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